O Governo de Minas Gerais multou a mineradora Vale em R$ 1,7 milhão depois de vazamento de água com sedimento e rejeitos de mineração em em através do menos duas minas da empresa no domingo (25/1).
A instituição foi autuada por danos ambientais e tem 48 h para apresentar um plano de limpeza nas regiões afetadas, caso contrário, as atividades da Vale poderão ser suspensas por tempo indeterminado.
Em menos de 24 h, os órgãos ambientais registraram vazamentos em duas minas: Mina Fábrica, no município de Ouro Preto, e a Mina Viga, em Congonhas. Em ambas as minas, a fiscalização constatou falhas no sistema de drenagem, agravadas através do elevado índice de chuvas em Minas Gerais, o que gerou impactos ambientais graves.
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Mina de Fábrica, no município de Ouro Preto
Prefeitura de Congonhas
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Mina de Viga, em Congonhas
Prefeitura de Congonhas
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Vazamento de água em Mina de Viga, da Vale, em Minas Gerais
Reprodução X
Estimou-se em 262 mil metros cúbicos a água poluída apenas na Mina Fábrica, que provocou impactos distintos nas regiões. Somado ao impacto ambiental da Mina Viga, o incidente causou danos ao atingir o Rio Goiabeiras, além de assorear córregos como o Ponciana e o Água Santa.
Sexta-feira agora (30/1) autoridades de órgãos ambientais em Minas concederam uma coletiva para eexplicar as sanções sob a mineradora Vale.
“Reforçamos que todos os danos ambientais identificados e dimensionados serão reparados pelos responsáveis, conforme a legislação ambiental vigente. Inicialmente, a multa é de R$ 1,7 milhão, mas esse valor pode ser acrescido em caso de constatação de novas irregularidades”, enfatizou coronel Alexandre Leal.
O valor de R$ 1,7 milhão de multa se soma a duas irregularidades cometidas através da empresa no âmbito da preservação ambiental. A primeira autuação ocorreu por poluição ambiental, agravada por atingir propriedade de terceiros, e a segunda ocorreu por não comunicar o Estado sobre a ocorrência de vazamento das minas.
Suspensão e medidas emergenciais Depois de a multa, a prefeitura de Congonhas determinou a suspensão das atividades como medida preventiva imediata, com o objetivo de impedir qualquer novo eventual lançamento ou carreamento de materiais e sedimentos nas regiões afetadas. A Vale é obrigada a apresentar um Plano de Recuperação de Área Degradada (Prad) em até 10 dias e medidas emergenciais em até 48 horas.
Leia também A Semad determinou que a mineradora Vale cumpra imediatamente várias medidas emergenciais iniciais, que incluem a limpeza das regiões afetadas e a adoção de ações para conter novos carreamentos de sedimentos.
Conforme a Defesa Civil de Minas, não houve bloqueio de vias nem comunidades atingidas através do lamaçal das minas. O impacto registrado se concentra à natureza ambiental, mas prejudica significativamente o ecossistema.
Com informações Metropoles
