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Brasil

Preço das carnes sobe 5,81% no mês de outubro, maior variação desde 2020

8 de novembro de 2024
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Os preços das carnes avançaram 5,81% no mês de outubro, em relação a setembro, conforme com dados sobre a inflação do país divulgados através do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sexta-feira agora (8/11).

Esta foi a maior variação mensal das carnes desde novembro de 2020, quando a variação foi de 6,54%.

A alta dos preços das carnes registrou o maior impacto no grupo de Alimentação e bebidas, que teve aumento de 1,06% no mês passado, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país.

No mês de outubro, houve impacto de 0,14 ponto percentual no índice geral.

O destaque vai para os seguintes cortes:

  • acém (9,09%);
  • costela (7,40%);
  • contrafilé (6,07%); e
  • alcatra (5,79%).

“O aumento de preço das carnes pode ser explicado por menor oferta desses produtos, por conta do clima seco e menor quantidade de animais abatidos, e um elevado volume de exportações”, explica André Almeira, diretor  da pesquisa.

Também registraram preços mais elevados no mês de outubro: tomate (9,82%) e café moído (4,01%). Enquanto manga (-17,97%), mamão (-17,83%) e cebola (-16,04%) tiveram queda nos preços.

Inflação em 12 meses estoura o objetivo

O IPCA mostra que os preços subiram 0,56% no mês de outubro de 2024, o que representa alta de 0,12 ponto percentual (p.p.) em comparação a setembro (0,44%). Com isso, o Brasil tem inflação acumulada de 4,76% nos últimos 12 meses – 0,26 ponto percentual acima do teto da meta. No ano, o índice acumulado é de 3,88%.

O objetivo deste ano é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, sendo 1,5% (piso) e 4,5% (teto), como determinado através do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Nas últimas semanas, economistas passaram a projetar que a inflação vai estourar o teto da meta, que é de 4,5%. Segundo dados do relatório Focus mais recente, a expectativa é de que o índice fique em 4,59% até o final de 2024.

Com informações Metropoles

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