A Polícia Civil investiga se os valores apurados na Operação Sangria saíram diretamente dos cofres públicos de Nova Odessa ou teriam sido pagos “por fora” por empresas prestadoras de serviço. A linha de investigação foi detalhada quarta-feira agora (7) através do delegado Ivan Luiz Constâncio, do Seccold (Setor de Enfrentamento à Corrupção, Crime Coordenado e Lavagem de Dinheiro).
De acordo com o delegado, a polícia ainda tenta compreender como o suposto plano funcionaria e se houve pagamento de vantagem indevida relacionado a contratos da prefeitura. “Tudo isso a gente está apurando”, afirmou ao ser perguntado sobre uma eventual cobrança de propina.
Alvos e materiais confiscados
Três pessoas são investigadas. Conforme Constâncio, todas têm algum tipo de vínculo com a Prefeitura de Nova Odessa, seja funcional, empregatício ou por prestação de serviços. Apuração da TV TODODIA aponta que um dos alvos é o secretário municipal de Saúde, Lucas Bento da Silva Isepon.
Entre os crimes sob apuração estão corrupção ativa ou passiva, viável planejamento criminosa, lavagem de dinheiro e fraude em licitação ou na contratação de serviços. De acordo com o delegado, até o momento existe somente indícios, que ainda serão investigados e esclarecidos.
Nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Nova Odessa, Campinas, Indaiatuba e Hortolândia. Ninguém foi detido. Nova Odessa é o centro da investigação, enquanto os outros municípios são os locais de casa dos investigados.
A operação resultou na apreensão de quatro veículos, mais de R$ 58 mil em espécie, celulares, computadores e documentos. O delegado ressaltou que a medida é cautelar e não significa, neste momento, que os bens tenham origem criminosa. O material será submetido a análises periciais e forenses.
Em comunicado, a Prefeitura de Nova Odessa informou que ainda não teve acesso integral aos autos e que colaborará com a investigação. O município também declarou confiar “no trabalho, integridade e profissionalismo do secretário de Saúde”.
Com informações de TodoDia

