Nova Odessa: ex-secretária de Obras é acusada de falsificar assinatura
política regional
A ex-secretária de Obras da Prefeitura de Nova Odessa, Miriam Cecília Lara Netto, se tornou ré por suposta falsificação de assinatura depois que a 2ª Vara de Justiça aceitou uma denúncia feita através do MP (Ministério Público). O caso teria ocorrido em 2021, quando a então secretária supostamente falsificou a assinatura de um servidor para receber uma quantidade de sacos de lixo menor do que a contratada.
Conforme o processo, ao qual o Novo Momento teve acesso, o valor contratado era de R$ 54,2 mil através do período de 12 meses. Em 2023, a Delegacia Seccional de Americana abriu um inquérito para investigar a gestão do prefeito Cláudio Schooder-Leitinho (PSD) e alguns agentes públicos sobre possíveis crimes em licitação e falsificação de documento público. Com relação ao prefeito e outros servidores, não houve indícios suficientes e o inquérito policial foi arquivado.
No entanto, a ex-secretária – exonerada do cargo no mês de julho do ano passado – permaneceu investigada no inquérito. A assinatura falsa atribuída à Miriam teria sido realizada no mês de outubro de 2021 e a descoberta no mês de fevereiro do ano seguinte. Na ocasião, um servidor observou que uma das entregas estaria aparentemente irregular, com uma quantidade de sacos inferior à informada no documento de entrega.
Documento
Dessa maneira, o empregado público teria se recusado a assinar o documento. Mas a surpresa veio ao descobrir que seu nome já havia sido usado em uma assinatura de entrega durante momento em que estava de férias. Segundo investigações do MP, foi apurado que a ex-secretária de Obras teria escrito o nome do servidor no campo da assinatura. Miriam teria confessado, em interrogatório, que escreveu o nome do servidor através do fato de ser o responsável através do recebimento.
A investigada afirma ao Ministério Público que o ato teria a finalidade de ser unicamente uma ‘anotação’. Entretanto, o MP detalha no processo que “a versão da denunciada não convence, tendo em vista que inseriu o nome do servidor falsamente no campo ‘recebido por’, com nítido dolo de praticar falsidade, haja vista que não fez constar qualquer observação no sentido de que teria feito a anotação apenas para supostamente saber qual o funcionário era o responsável pelo recebimento”.
Ao jornal O Liberal, o advogado da ex-secretária, Werington Ramella defendeu a inocência no caso. “Reiteramos que a senhora Miriam não cometeu qualquer ato ilícito, bem como o processo está em fase inicial e temos plena confiança de que, ao longo da instrução, ficará demonstrada a improcedência da acusação”. Por sua vez, a Prefeitura de Nova Odessa informou à imprensa que “não se manifestará sobre questões que estão sob a alçada do Judiciário”.
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Com informações de NovoMomento
