Nova Odessa faz 1º Encontro sobre Sífilis discute ações de prevenção e tratamento
Acontecimento juntou profissionais da Atenção Básica quinta-feira agora (30) para atualização e planejamento dos atendimentos relacionados à doença
saúde
A Vigilância Epidemiológica e o Centro de Referência em Infectologia (CRI) de Nova Odessa promoveu quinta-feira agora (30/10), o 1º Encontro sobre Sífilis no auditório do Instituto de Zootecnia (IZ). O acontecimento juntou aproxamadamente 100 profissionais da Atenção Básica, dentre eles médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos e dentistas, com o objetivo de atualizar, capacitar e alinhar os protocolos de atendimento e acompanhamento dos casos de sífilis no município.
De acordo com a enfermeira e coordenadora da Vigilância Epidemiológica e do CRI (Centro de Referência em Infectologia), Paula Mestriner, o encontro foi uma oportunidade de amplificar a rede de atenção e melhorar o diagnóstico e o tratamento. “Estamos vendo um crescimento preocupante nos casos de sífilis, especialmente a congênita, que ocorre quando o tratamento da gestante não é feito de forma adequada. Esse encontro foi essencial para organizarmos os fluxos de atendimento e garantirmos um cuidado mais efetivo à população”, destacou.
Doença, diagnóstico e tratamento
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que vem apresentando crescimento preocupante em todo o Brasil, inclusive nas formas congênitas, quando a doença é transmitida da mãe para o bebê durante a gestação ou no parto. A infecção pode se manifestar em diferentes estágios — primária, secundária, latente e terciária — e sua transmissão ocorre principalmente por relação sexual sem preservativo ou da gestante para a criança durante a gravidez.
O diagnóstico pode ser feito com o auxílio do teste rápido grátis disponibilizado através do SUS, com resultado disponível em até 30 minutos. O exame não é complicado, seguro e tão confiável quanto os testes laboratoriais. O tratamento mais eficaz é feito com penicilina benzatina, aplicada nas unidades básicas de saúde, e é fundamental que as parcerias sexuais também sejam testadas e cuidadas, impedindo a reinfeção e a disseminação da doença.
+ NOTÍCIAS NO GRUPO NM DO WHATSAPP
Com informações de NovoMomento
