A família de Maria Helena de Ramos Santos vive dias de angústia e incerteza. Ela fica internada no Hospital Municipal de Nova Odessa existe quase duas semanas e, até o momento, não recebeu um diagnóstico conclusivo. De acordo com os familiares, mesmo depois de vários exames e avaliações de diferentes médicos, ainda não existe uma definição clara sobre o que fica causando o agravamento do quadro clínico.
Os primeiros indícios da doença surgiram ainda no ano passado. Manchas escuras começaram a aparecer através do corpo e, com o passar do tempo, o quadro evoluiu, atingindo principalmente os pés. Um deles teve a ponta escurecida, surgiram bolhas e a situação ficou grave com infecção. Desde então, a família enfrenta uma corrida contra o tempo em busca de respostas e de um tratamento ideal.
“A gente ainda não sabe exatamente o que a minha mãe tem. Estamos em busca de um diagnóstico. Ela ficou internada aqui por 13 dias e, mesmo assim, não conseguiram descobrir o problema. Disseram que tinham conseguido uma cirurgia e liberaram ela para ir para casa. Só que o pior problema, que é o pé dela, começou a infeccionar e ela precisou voltar. Agora está internada novamente e a gente ainda não conseguiu um diagnóstico”, afirma o filho dela, o cabeleireiro Diego Ramos.
Hipóteses divergentes
Durante as internações, diferentes hipóteses foram levantadas. Médicos mencionaram suspeitas que vão desde trombose e leucemia até possíveis cânceres no pulmão ou no baço. No entanto, segundo a família, não existe acordo entre os profissionais, e as condutas médicas teriam mudado no decurso do atendimento.
“Teve médico que falou em trombose. Outro disse que pode ser leucemia. Outro levantou suspeita de câncer no pulmão. Também falaram em câncer no baço, com necessidade de retirada do órgão. Mas não há consenso entre os médicos. Um prescreve um medicamento, o outro suspende. Por enquanto, ela está tratando apenas os sintomas, mas a causa do problema ainda não foi descoberta”, relata Diego Ramos.
À espera de transferência
Enquanto a paciente se mantém internada, a família aguarda uma vaga através do sistema Cross para transferência à Unicamp, onde espera que uma equipe maior possa fechar o diagnóstico. “Ela está aguardando uma vaga pelo Cross para a Unicamp. A gente acredita que, com uma equipe maior, eles possam chegar a um diagnóstico. Estamos vivendo nesse dilema, tentando descobrir o que ela tem, mas tudo está muito devagar”, diz o filho.
Atendimento particular
A família também relata que chegou a buscar atendimento particular diante da falta de definição do quadro. “Um médico chegou a dizer que não havia mais o que fazer. Nós não aceitamos e pagamos um oncologista particular. Ele solicitou uma biópsia e prescreveu plasma e bolsa de sangue. Mas quando chegava aqui no hospital, o plasma e a bolsa eram negados. A gente não sabe por quê”, afirma Diego Ramos.
Posicionamento oficial
A Prefeitura Municipal de Nova Odessa informou, por intermédio de nota, que detalhes sobre o quadro clínico e o tratamento da paciente são protegidos por sigilo médico e não poderão ser divulgados à imprensa. Sobre a transferência, o Município esclareceu que a regulação de vagas é feita através da CROSS, órgão do Governo do Estado, e que não interfere na definição de destino ou prazos. A gestão também afirmou que o hospital continua os protocolos do SUS e as normas legais vigentes.
A reportagem também procurou a Secretaria de Estado da Saúde, mas até o momento não conseguiu retorno.
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Com informações de TodoDia