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Serial killer que confessou feminicídios começa a ser julgado em Goiás

11 de dezembro de 2025
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Goiânia – O serial killer Rildo Soares dos Santos, de 33 anos, que confessou três feminicídios em Rio Verde, no sudoeste goiano, iniciou a ser julgado quarta-feira agora (10/12) através da morte de Elisângela Silva de Sousa. O crime ocorreu no mês de setembro, quando a mulher estava a caminho do trabalho.

Leia também Brasil GO: serial killer é indiciado por feminicídio e estupro; entenda Brasil Saiba quem é o serial killer que confessou 3 feminicídios em Goiás Brasil Serial killer que confessou mortes em Goiás é suspeito de mais 15 crimes Brasil GO: suposto serial killer confessa três feminicídios, diz delegado Nesta quarta, Rildo é julgado por assassinato por asfixia, ocultação de cadáver, estupro e roubo.

Relembre o caso Elisângela Silva de Souza, de 26 anos, foi achada morta em um lote baldio, em Rio Verde, no mês de setembro de 2025. De acordo com a investigação, Rildo anunciou um assalto e obrigou a moça a acompanhá-lo até um terreno. Conforme a versão de Rildo, ao chegar no local, ele e a vítima entraram em luta corporal e ela caiu batendo a cabeça. Depois, ele escondeu o corpo dela e tirou a calça para dificultar a localização, já que a calça dela era vermelha e destoava do terreno. Entretanto, o corpo dela estava completamente enterrado. À época, o delegado Adelson Candeo informou, que ele a agrediu com extrema violência e barbaridade. Elisângela muitas machucados na face e no crânio, o que deixou a vítima desfigurada. Conforme depoimento à polícia, Rildo negou a prática de violência sexual, mas confirmou a ocultação de cadáver. Feminicida confesso Rildo também confessou que estuprou e matou a mulher em situação de rua Monara Pires Gouveia de Moraes, de 31. O caso ocorreu na mesma cidade. A vítima foi achada morta em um terreno.

De acordo com a denúncia, Monara foi assassinada na madrugada de 7 de julho no Bairro Popular, depois de ter sido atraída por Rildo até um terreno baldio para o consumo de drogas. No terreno, ela foi atacada com golpes de ripa e estuprada. Depois, o acusado ateou fogo ao corpo da vítima, utilizando uma cama box e um isqueiro.

Conforme o Ministério Público, Rildo teria atacado Monara por motivo torpe, depois de ter desconfiado de que ela havia roubado dinheiro do local onde ele morava. Os crimes abrangidos através da denúncia são feminicídio capacitado, estupro de vulnerável e ocultação de cadáver.

Outros crimes Conforme a Polícia Civil de Goiás (PCGO), Rildo é suspeito de outros 15 crimes, inclusive em outros estados. Natural da Bahia, o homem é suspeito de crimes naquele estado.

Rildo é investigado por cinco casos na Bahia, sendo um roubo, um estupro, dois homicídios e um caso de violência doméstica. Dos 11 crimes em que é suspeito em Goiás, a maioria ocorreu no Bairro Popular, em Rio Verde, depois de se mudar para o estado goiano no mês de janeiro de 2025.

Até o momento, a polícia confirmou, em território goiano, três feminicídios, três estupros, tentativa de feminícido e vários crimes patrimoniais. Além de tudo, Rildo é suspeito de ter participado do desaparecimento de outras duas mulheres.

Em coletiva de imprensa realizada no mês de setembro, o delegado que investiga o caso, Adelson Candeo, deu detalhes sobre a apuração. Conforme ele, Rildo é investigado por feminicídio, roubo, ocultação de cadáver, tentativa de estupro e latrocínio. O suspeito fica apreendido desde 12 de setembro, quando voltou ao local onde uma das vítimas foi morta e acabou foi detido através da polícia.

Na ocasião, a polícia informou que avalia o homem um “criminoso em série”. “O FBI e outras instituições entendem que um criminoso em série é a partir de três vítimas com as mesmas características, dissimulação, falta de empatia, falta de remorso e arrependimento, violência excessiva e piromania em alguns casos, modos operandis semelhantes. Então, consideramos, sim, um criminoso em série”, explicou Candeo.

Em comunicado, a defesa de Rildo informou que não pedirá a absolvição do homem. O advogado Nylson Schmidt explicou que a defesa não representa qualquer juízo de valor sobre os fatos, mas o cumprimento do dever constitucional de defender o devido processo legal.

Com informações Metropoles

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